Para Appio o plebiscito do desarmamento está no ano errado
O deputado federal Francisco Appio criticou a aprovação, no último dia 6 de julho, do Projeto de Decreto Legislativo 1274/04, que define a pergunta para o referendo sobre o comércio de armas no País. Com 258 votos pela aprovação, e 48 votos contra a realização, o Referendo das Armas será realizado no dia 23 de outubro.
Apenas oito deputados gaúchos votaram contra. Ao encaminhar o voto, Appio declarou que se os seis milhões de caminhoneiros e mais de um milhão e quinhentos mil taxistas pudessem votar, votariam Não. “Quando há quinze anos começaram a desarmar os motoristas, a bandidagem começou a assaltar. Hoje, quando bandido precisa de dinheiro, assalta caminhoneiro e taxista, pois tem certeza de que estão desarmados. Os caminhoneiros são as vítimas mais frágeis, para tranqüilidade dos delinqüentes. O caminhoneiro hoje é você amanhã, se o plebiscito proibir o comércio de armas. Acabará o Direito de Defesa, aumentará o contrabando e facilitará a vida dos criminosos. As pessoas de bons costumes estão marcadas para serem assaltadas. Que Deus salve suas vidas e de suas famílias”, atacou.
Segundo ele, para os que votaram contra, não haverá tempo para o debate. “Com as CPIs, não haverá espaço nem audiência para o debate do Referendo”, adverte Appio. O bom senso recomenda o adiamento do plebiscito para o ano das eleições. |