Atalhos
1. US$ 10 bilhões por não ter navios
O Brasil já foi o segundo maior produtor mundial de navios. Na década de 70, a indústria naval chegou a empregar 40 mil pessoas. Com a abertura do país para a entrada do capital estrangeiro, o setor entrou em declínio. Hoje, só 3% dos navios que circulam no mar territorial brasileiro são produzidos por empresas nacionais. “Em 2005, em transporte naval, vamos remeter US$ 10 bilhões ao Exterior, dobro do orçamento federal” - disse o diretor-presidente da Transpetro, Sergio Machado. Segundo ele, a situação deixa o país vulnerável. Há 16 anos não se encomenda nenhum navio de grande porte no país. O último foi entregue há seis anos.
2. Precariedade das rodovias
Um relatório do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (Dnit) revela que 40% dos cerca de 48 mil quilômetros de rodovias federais do país estão em mau estado de conservação. Ao todo, estão em condições precárias 18,8 mil quilômetros de estradas no país. Essa extensão de estradas destruídas equivale a quatro vezes a distância entre Manaus e Porto Alegre. Segundo o Dnit, outros 14,2 mil quilômetros estão em estado regular. Só 30% do total podem ser considerados bons.A situação é pior nos estados do Norte e Nordeste, onde em geral mais de 50% da malha rodoviária está em más condições. O governo informou que dispõe de R$2,5 bilhões no Orçamento de 2005 para começar a resolver os problemas nas estradas..
3. Ampliação de créditos de ICMS
Após uma longa negociação com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através do Decreto 43.532/04, publicado no dia 30/12/04 no Diário Oficial do Estado, o SETCERGS conseguiu possibilitar a compra de ativos aos transportadores com créditos de ICMS.Os ativos possíveis de aquisição com créditos acumulados são empilhadeiras, carrocerias, cabinas, reboques e semi-reboques, destinados ao transporte de mercadorias e desde que integrem o ativo permanente da transportadora. Os créditos que podem ser utilizados são os acumulados até 31/12/2004 e para pagamento de até 40% do valor dos bens adquiridos.
4. Cresce movimentação de cargas por ferrovias
O transporte ferroviário encerrou o ano de 2004 atingindo o seu recorde histórico em volume de carga transportada. A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) estima que 390,3 milhões de toneladas passaram pelos trilhos do país em 2004. O setor tem abocanhado o aumento da demanda pelo transporte terrestre. Hoje os trens praticamente dividem com os caminhões a distribuição de mercadorias no país. Segundo dados da Fipe, enquanto entre 1997 e 2004 (janeiro a outubro) o volume de cargas transportadas pelas rodovias cresceu apenas 1,41%, o índice das ferrovias subiu 45,54%. |